Meditação contribui na aceitação do envelhecimento

Processo que muitas vezes causa desconforto na maioria das pessoas pode ser amenizado com a prática

Publicado em 21/10/2016

O processo de envelhecimento muitas vezes é associado à fase em que a pessoa se torna debilitada e com a saúde em risco. No entanto, isso irá depender do conhecimento que elas possuem sobre a prevenção e estímulos de hábitos saudáveis desde cedo. 

Os orientais vivem por muito mais tempo e com melhor qualidade devido a forma que encaram esse momento da vida. Para eles, a velhice é sinal de sabedoria e respeito. Já por aqui, a situação é bem diferente, pois os números de casos de violência contra idosos apenas aumenta. Esse descaso, aliado ao estereótipo de que a velhice deve ser limitada, acaba internalizando alguns padrões que abalam a percepção dessas pessoas, trazendo alguns impactos cognitivos e físicos para sua saúde.

Por isso, é preciso que os idosos tratem o processo de envelhecer como algo natural, e não como uma espécie de doença. De acordo com a geriatra Randara Rios, durante o XVII Simpósio Anual do Serviço de Geriatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), alguns estudos demonstram que as pessoas mais velhas com percepções positivas em relação ao assunto vivem 7,5 anos a mais do que aqueles que encaram com pessimismo.

Ainda segundo algumas pesquisas, a meditação seria uma das formas de recuperar a visão favorável acerca desse período. Após algumas experiências, a especialista notou uma mudança considerável no comportamento de alguns idosos, que passaram a enxergar o envelhecimento de maneira realista, porém com um olhar bem otimista.

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