Número de fumantes passivos diminui 42% no Brasil

Estudos foram realizados com mais de 50 mil pessoas

Publicado em 31/08/2017
Número de fumantes passivos diminui 42% no Brasil

Na semana do combate ao fumo, o Ministério da Saúde divulgou dados sobre fumantes passivos no Brasil. Nos últimos oito anos, o índice de pessoas que respiram a fumaça de cigarros alheios diminuiu 42%.

Os estudos foram feitos entre 2009 a 2016 com 53.210 pessoas nas 26 capitais do país e no Distrito Federal. O dado integra a última edição da pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel).

Segundo o levantamento, Aracaju, Porto Velho e São Paulo foram as capitais que apresentaram a menor prevalência de fumantes passivos no ano passado, com 5,1%, 5,6% e 5,8%, respectivamente. Porto Alegre, no entanto, teve o maior percentual (10,4%), no mesmo período.

Redução de fumantes

Também reduziu o número de usuários de produtos derivados do tabaco de 15,7%, em 2006, para 10,2% em 2016, conforme indicou a pesquisa da Vigitel. O resultado é consequência da proibição da propaganda comercial de cigarros, o aumento da taxação dos produtos, além da proibição do fumo em ambientes de uso coletivo.

Quando analisada por faixa etária, a pesquisa revelou que é menor a frequência de fumantes entre adultos jovens antes dos 25 anos (7,4%), ou após os 65 anos (7,7%), e maior na faixa dos 55 a 64 anos (13,5%). A parcela de homens fumantes no país corresponde a 12,7%, entre as mulheres o índice é de 8%. 

Cigarro mata

Dados do Ministério da Saúde mostram que, em 2015, o tabagismo foi responsável por 156.216 mortes. Por dia, 428 pessoas morrem por causa do consumo do tabaco. Um cigarro tem mais de 4,7 mil substâncias presentes em sua composição e está na origem de 90% dos casos de câncer de pulmão no mundo, além de se relacionar a várias doenças do sistema cardiovascular, como infarto e acidente vascular cerebral (AVC).

Foto: Pixabay